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IntroduçãoA comunicação e o poder têm sido parceiros no desenvolvimento do Capitalismo Industrial. Maquiavel ensina que 'Um príncipe (...) deve ter muito cuidado em não deixar escapar da boca nada (...) É que os homens em geral julgam mais pelos olhos do que pelas mãos, porque a todos cabe ver mas a poucos cabe sentir. Todos vêem o que tu aparentas, poucos sentem aquilo que tu és; e esses poucos não se atrevem a contrariar a opinião dos muitos que, aliás, estão protegidos pela majestade do Estado' [Maquiavel, 51]. Nessa dicotomia entre voz e poder encontramos fortes interesses das empresas na manutenção daquilo que se entende por mídia ou marketing. Assim, quando analisamos as políticas de comunicação e marketing no momento atual, ou seja, quando a entrada da internet vem romper o amálgama cunhado durante o período moderno entendemos que o mundo empresarial não mais consegue manter a ambigüidade como fonte retroalimentadora do sistema. Assim como as empresas, as políticas governamentais e do terceiro setor não mais conseguem compreender a maneira que a sociedade está se organizando e produzindo. Por um lado apresentamos a experiência da comunicação num ambiente de redes e, por outro, questionamos as vicissitudes da sociedade de massa. A contextualização dessa experiência está fortemente baseada na participação engajada do pesquisador em projetos abertos. Bem como, no diálogo junto às instituições, governos, empresas, ONGs, que vem caracterizar a transversalidade e as originalidades da cibercultura no Brasil.
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