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Manifesto CluetrainO Manifesto Cluetrain debutou na rede em 1999. Trouxe um novo enfoque para as conversações online, ou melhor: Uma poderosa conversação global começou. Através da Internet, pessoas estão descobrindo e inventando novas maneiras de compartilhar rapidamente conhecimento relevante. Essa poderosa conversação está acontecendo através da internet. A busca por conteúdo relevante tem a ver com uma sociedade em rede que pressupõe uma interatividade. A comunicação se dá de muitos para muitos. Estes mercados são conversações. Seus membros se comunicam em uma linguagem que é natural, aberta, honesta, direta, engraçada e muitas vezes chocante. Quer seja explicando ou reclamando, brincando ou séria, a voz humana é genuína. Ela não pode ser falsificada. É nesse sentido que o Manifesto Cluetrain faz a diferença, pois, em primeiro lugar conceitua a conversação como forma de comunicação online. Uma conversação humana, isto é, são as pessoas que estão em rede conversando naturalmente. A crítica à falsificação da voz vem da tentativa dos conglomerados de comunicação de massa em tomar o poder na rede. O Manifesto Cluetrain desmistifica o momento anterior ao ‘estouro da bolha’ que aconteceu em 1999. Locke, Levine, Searls e Weinberger postularam 95 teses que desmontam a maneira tradicional de se fazer negócios, e apresentam um novo paradigma. Decretam o fim dos negócios da maneira que estamos acostumados a fazer, aliás, esse é o subtítulo do livro publicado posteriormente em 2000. Estas 95 Teses foram inspiradas nos 95 postulados de Martinho Lutero. A primeira tese – os mercados são conversações – apontava para uma nova dinâmica para o desenvolvimento da cibercultura, da internet e, das políticas de comunicação digital. Apresentam os ‘Mercados em rede’ como uma auto-organização que se desenvolve na contradição dos sistema capitalista, e dizem: Graças a web, mercados estão se tornando melhor informados, mais inteligentes, e demandando qualidades perdidas na maioria das organizações. Eric Raymond, que através dos seus artigos provocativos tem impulsionado o mundo dos softwares de códigos abertos, diz: O Cluetrain está para o Marketing e para as Comunicações assim como o movimento dos Códigos Abertos está para o desenvolvimento de Software - anárquico, bagunçado, rude e infinitamente mais poderoso do que estas besteiras que se transformaram em sabedoria convencional. Entender que os mercados são conversações é tão fácil como andar de bicicleta. Conversou uma vez nunca mais se esquece. A conversação online, tanto na Internet como nas Intranets, está gerando novas formas de encarar os problemas. Criando novas perspectivas, novas ferramentas, e um novo tipo de incentivo intelectual. Sentimo- nos mais confortáveis em assumir riscos do que aguardar pela voz de comando. O resultado é um ganho incomensurável na habilidade de aprender e ensinar, refletida na capacidade de brincar com seriedade. As pessoas saem do trabalho, e estão se linkando. Trazem no dia seguinte novidades para a empresa. Isto é bom. Estes navegadores estão inoculando as empresas com um novo ponto de vista [Locke, 45; Brown, 09]. O Manifesto Cluetrain disseca o mundo dos negócios como um estilete. Corta os velhos conceitos da administração. Mostra aos homens de negócios que a relação de trabalho pode ser diferente. Sem as mazelas do passado, e sem a frieza do presente. A Internet abre as portas para o inter- relacionamento entre pessoas e empresas. Modificando a estrutura de poder, antes na mão das corporações, e agora, resgatada pelas pessoas comuns.
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