Informação Criativa

Dissemos que a Internet nos dá a oportunidade de escapar do peso imposto pela mídia de massa. De um para muitos. A dinâmica da Internet nos leva a outro modelo. Um a Um. De muitos para muitos. As pessoas querem ouvir, precisam escutar as vozes, um do outro, e responder da mesma forma. A propaganda perde o efeito da interrupção, pois o meio digital impossibilita uma difusão espontânea [Locke, Kasanoff, Siegel].

Não sou tão drástico para sepultar a propaganda, pois ela não está morta. Continua firme e forte, mas o gigantismo e a onipotência deste pensamento puramente especulativo está mudando de figura. Pois, na era industrial, a massificação do consumo abriu as portas para o crescimento da propaganda como conhecemos. A Internet abre espaço para estórias contadas com transparência, e com a sutileza da informação. Estamos cada vez mais cansados deste bombardeamento de marketing [Locke]. Preferimos a informação criativa, onde as empresas esquecem que precisam vender, e passam a informar seus mercados com material relevante [Dimantas].

As agências de propaganda e os canais de informação midíatica vão acabar entendendo que vale mais uma interação verdadeira com seus mercados, do que a fabricação de peças publicitárias, que embora criativas, são frias como a morte. De acordo com Dan Gillmor em We the Media ‘O jornalismo costumava ser uma leitura, agora é uma conversação’. Locke acrescenta a esse debate: To speak with a human voice, companies must share the concerns of their communities. But first, they must belong to a community. Companies must ask themselves where their corporate cultures end. If their cultures end before the community begins, they will have no market. Human communities are based on discourse -- on human speech about human concerns. The community of discourse is the market. Companies that do not belong to a community of discourse will die

Estamos vendo isto acontecer. Algumas empresas estão se pautando nas conversações online para desenvolver a sua campanha de marketing, muito embora ressuscitando o tom da propaganda, distanciando o leitor da verdade, e apresentando o lucro como única solução conciliadora. É natural, pois estamos experimentando a melhor forma de comunicação nesse novo espaço informacional.