O que é inclusão digital?

Estou voltando da 4 oficina de Inclusão Digital que aconteceu no Rio. Pretendo escrever alguns comentários aqui, mas para adiantar fica a pergunta o que é inclusão digital? Estraviz diz que é papo de protologista; O Felipe diz não acreditar na Inclusão Digital; Outros dizem que são ações que levam os excluídos à inclusão? Que vocês acham?

Eu creio que exclusão e inclusão dependem de um referencial. Sou incluído ou excluído do que? Muitas pessoas envolvidas na retórica de telecentros, infocentros, pontos de cultura e demais atividades não estão realmente incluídas desde o meu ponto de vista. Não se apropriaram da tecnologia social envolvida, não ocuparam os espaços informacionais e apenas repetem as formas de se fazer política. Pois bem, política partidária atua numa plataforma de rede (pelo menos uma política partidária séria!) e isso tem tudo a ver com a formação de uma sociedade em rede.

Para mim 'Inclusão Digital' é uma nomenclatura. Um nome que usamos, uma metáfora que representa algumas ações. Algumas legais, outras nem tanto. Pois, para fechar eu creio que um artigo que escrevi faz algum tempo continua repercutindo na minha cabeça como uma possibilidade interessante. A terceira fase da Inclusão Digital pressupõe a colaboração como agente aglutinante do arcabouço cultural das pessoas e, basicamente, pressupõe acesso à informação, circulação desta informação e produção local de conhecimento. Como alcançar? Esta pergunta é mais fácil responder. Temos estudado desde o Projeto Metáfora alguns modelos de colaboração descentralizada. Esses modelos funcionam muito bem nas comunidades independentes. O desenvolvimento do Linux, do Apache, do Xoops e de outros muitos softwares livres são bons exemplos. A experiência do projeto Metáfora, e dos seus filhotes: MetaOng, MetaReciclagem, LigaNóis e CyberSocial e, agora, pontos de cultura são casos que identificam o processo como vivo e operante.